Cerâmica chinesa de mil anos revela antigas rotas comerciais entre África e Ásia

Fragmentos encontrados no Grande Zimbábue mostram que um reino africano medieval mantinha conexões comerciais com regiões asiáticas há cerca de mil anos.

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Reprodução / Foto ilustrativa: Banco de imagens

Arqueólogos encontraram fragmentos de uma rara cerâmica chinesa na antiga cidade de Grande Zimbábue, no sudeste do continente africano. A descoberta reforça evidências de que o reino medieval participava de extensas redes comerciais que chegavam até o Leste Asiático.

A peça, de tonalidade verde-jade, pertence ao estilo conhecido como celadon de Longquan, produzido na China a partir do ano 950. Segundo pesquisadores da Universidade de Oxford, esse tipo de cerâmica era raro na região e pode ter sido utilizado por integrantes da elite local.

Grande Zimbábue foi o centro de um importante reino africano que prosperou entre os séculos 11 e 15. Escavações anteriores já haviam identificado objetos originários da Índia, do Sri Lanka e do Oriente Médio, indicando a existência de rotas comerciais pelo Oceano Índico.

As pesquisas também revelaram que o reino mantinha relações comerciais com outras regiões da África, envolvendo metais, minerais e animais. Algumas mercadorias percorriam milhares de quilômetros até chegar à cidade.

Agora, os arqueólogos pretendem investigar a origem das pedras utilizadas nas famosas esculturas de pássaros do Grande Zimbábue, que inspiraram um dos principais símbolos da bandeira nacional do país.

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