Defesa de Bolsonaro deve entregar armas do ex-presidente à Polícia Federal
Alexandre de Moraes manteve prisão domiciliar e determinou a entrega do armamento registrado em nome do ex-presidente

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se prepara para entregar à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal todas as armas registradas em nome dele.
Na noite desta sexta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar após o fim do prazo inicial de 90 dias.
Desde o dia 24 de março, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária para se recuperar de uma broncopneumonia.
Na decisão, Moraes também determinou a entrega do arsenal registrado em nome de Bolsonaro e a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador.
A apreensão das armas foi determinada para ocorrer em até 48 horas após a decisão. No entanto, a defesa informou que deve entregar o armamento na próxima segunda-feira (6).
Um dos pontos analisados pelo STF foi uma pistola encontrada no dia 15 de junho pela Polícia Militar do Distrito Federal, registrada em nome de Bolsonaro.
A arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional e, no momento da fiscalização, não estava acompanhada do certificado de registro. A Polícia Civil do Distrito Federal abriu inquérito para investigar o caso.
Em depoimento, Bolsonaro afirmou que a arma era dele e disse que havia solicitado um conserto. O ex-presidente também declarou que mantinha o armamento em casa por razões de segurança.
A Procuradoria-Geral da República defendeu que eventual análise sobre falta grave considere o resultado final da investigação.
A defesa de Bolsonaro sustenta que não houve irregularidade na manutenção da arma e que o episódio não deveria impedir a continuidade da prisão domiciliar.
Os advogados também argumentam que o armamento estava regularmente registrado e que o ex-presidente não foi comunicado sobre eventual suspensão ou cassação do registro.
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