Erupção de Pompeia ajuda cientistas a tornar datação de eventos vulcânicos mais precisa

Pesquisadores utilizaram a erupção do Vesúvio, que destruiu Pompeia em 79 d.C., como referência para aprimorar a datação argônio-argônio. O método pode reduzir incertezas na determinação da idade de eventos geológicos e auxiliar estudos de erupções ocorridas no passado.

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Reprodução / Foto ilustrativa: Banco de imagens

A erupção do Monte Vesúvio que destruiu Pompeia, em 79 d.C., serviu como referência para pesquisadores testarem a precisão do método de datação argônio-argônio. O estudo, publicado na revista científica Science Advances, foi realizado por cientistas do Berkeley Geochronology Center, da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Universidade de Pádua, na Itália.

O desastre oferece uma oportunidade incomum de comparação porque existem registros históricos atribuídos a Plínio, o Jovem, que ajudam a estabelecer quando a erupção aconteceu. A partir dessa referência, os pesquisadores analisaram oito amostras de sanidina, um mineral vulcânico rico em potássio encontrado no Vesúvio.

Com o método recalibrado, a análise estimou a erupção em 1.938 anos antes da realização da pesquisa, com margem de 13 anos para mais ou para menos. A idade histórica utilizada como referência pelos cientistas era de 1.946 anos, resultado que demonstrou a proximidade entre a datação geológica e os registros históricos.

A técnica argônio-argônio utiliza o decaimento natural do potássio-40 em argônio-40 presente nas rochas vulcânicas. Por meio da comparação entre diferentes isótopos de argônio, os pesquisadores conseguem calcular há quanto tempo determinado material se formou.

Segundo os cientistas, aumentar a precisão dessas medições pode ajudar geólogos, paleontólogos e arqueólogos a estabelecer cronologias mais detalhadas de acontecimentos antigos e avaliar com maior segurança possíveis relações entre diferentes eventos registrados na história geológica.

O aprimoramento também poderá contribuir para a calibração de outras técnicas, como a datação por radiocarbono. Erupções ocorridas em regiões como México, Itália, Índia e Indonésia estão entre os eventos que poderão ser reavaliados com métodos mais precisos.

Com informações do estudo publicado na revista científica Science Advances.

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