Expedição encontra máquinas de lavar e geladeiras a 1,5 km de profundidade no Golfo do México

Uma expedição da NOAA encontrou um contêiner carregado de máquinas de lavar, geladeiras e freezers a cerca de 1,5 km de profundidade no Golfo do México. A equipe inicialmente acreditava que a estrutura detectada pelo sonar poderia ser um navio naufragado. A descoberta ocorreu em 2017, mas as imagens ganharam repercussão recentemente.

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Reprodução / Foto: banco de imagens

Uma expedição da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) encontrou máquinas de lavar, geladeiras e freezers espalhados pelo fundo do Golfo do México, a aproximadamente 1,5 km de profundidade. A descoberta aconteceu em 2017, durante uma missão do navio Okeanos Explorer, mas voltou a chamar atenção após a divulgação de imagens da exploração.

A equipe investigava o fundo do oceano quando o sonar identificou uma grande estrutura cercada por diversos objetos menores. A disposição levou os pesquisadores a considerar inicialmente a possibilidade de um navio naufragado com destroços espalhados ao redor.

Um veículo operado remotamente (ROV) foi enviado ao local para investigar. Conforme o equipamento se aproximou, as imagens mostraram objetos brancos e enferrujados espalhados pela areia. Algumas estruturas estavam quebradas e tinham componentes internos expostos.

O mistério terminou quando os pesquisadores localizaram um grande contêiner vermelho e perceberam que os objetos eram eletrodomésticos. A carga incluía máquinas de lavar, geladeiras e freezers de diferentes marcas.

Os cientistas registraram o número de identificação do contêiner e outras informações na tentativa de descobrir sua origem. Números de série indicaram que algumas máquinas haviam sido fabricadas pela última vez em 2002. A equipe considerou a hipótese de que a carga tenha caído de um navio durante uma tempestade, mas as circunstâncias exatas não foram confirmadas.

Além dos eletrodomésticos, os pesquisadores encontraram corais e outros organismos marinhos presos às estruturas, além de um peixe utilizando a sombra do contêiner como abrigo. Para a equipe, o achado também demonstra como os efeitos das atividades humanas conseguem alcançar até regiões profundas do oceano.

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