Escrita em tumba revela nome de cachorro do Antigo Egito ligado a Anúbis

Arqueólogos identificaram em uma tumba da 18ª Dinastia o nome de um cachorro que viveu no Antigo Egito. A inscrição, praticamente apagada, foi recuperada com técnicas de processamento de imagem e revelou uma denominação que pode estar relacionada ao deus Anúbis.

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Reprodução / Foto ilustrativa: Banco de imagens

Arqueólogos identificaram o nome de um cachorro representado no túmulo de User, escriba e mordomo do faraó Tutmés I, em Sheikh ‘Abd el-Qurnah, na necrópole tebana, no Egito. A descoberta ocorreu após técnicas de processamento de imagem permitirem visualizar uma inscrição que estava quase apagada sobre a cabeça do animal.

Catalogada como TT 21, a tumba possui quatro cenas de oferendas. Em pelo menos três delas aparecem cachorros sentados sob a cadeira de User. Os animais têm características semelhantes às do sloughi, tipo de cão esguio representado durante o Novo Reino, com pernas longas, orelhas caídas e cauda curvada.

Dois dos cães já tinham nomes identificados. Um deles era chamado ḳn[j]j, traduzido como “Forte”, enquanto outro recebeu o nome mȝʿty, que significa “Fiel”. A nova análise permitiu identificar o terceiro como dwȝ.ty, expressão que pode ser traduzida como “Ele-do-Submundo”.

Segundo os pesquisadores, o nome pode ter relação com Anúbis, divindade egípcia associada aos mortos e aos rituais funerários. Até o momento, não há registro conhecido de outro cachorro do Antigo Egito com essa mesma denominação.

Outro detalhe chamou a atenção dos especialistas. Os sinais usados para acompanhar os nomes foram adaptados para representar características e posições dos próprios animais. No caso de dwȝ.ty, o símbolo mostra um cachorro sentado, de maneira semelhante à posição em que ele aparece sob a cadeira de User.

As representações de pessoas e animais nas tumbas faziam parte das preparações para a existência após a morte. Nesse contexto, registrar o nome dos cães poderia contribuir para preservar a identidade e a presença dos animais junto ao falecido.

Com informações do Archaeology News.

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