Inseto de 99 milhões de anos é descoberto preservado em âmbar
Um fóssil preservado em âmbar revelou uma nova espécie de inseto que viveu há aproximadamente 99 milhões de anos, durante a era dos dinossauros. Batizado de Cretodorus noonoo, o animal possuía uma estrutura bucal longa e flexível que pode ter sido utilizada para sugar seiva de árvores.

Uma nova espécie de inseto que viveu há cerca de 99 milhões de anos foi identificada a partir de um fóssil preservado em âmbar. Batizado de Cretodorus noonoo, ou Noo-Noo, o exemplar chamou a atenção dos pesquisadores principalmente pelas peças bucais alongadas e flexíveis.
O inseto pertence à família Neazoniidae, uma antiga linhagem de cigarrinhas. A análise mostrou que esses animais apresentavam estruturas bucais mais robustas do que seus parentes atuais, indicando uma adaptação que teria surgido ao longo da evolução do grupo.
Para investigar o fóssil sem danificá-lo, os pesquisadores utilizaram microtomografia computadorizada de alta resolução. As imagens revelaram dobras transversais nas peças bucais, característica que provavelmente permitia que a estrutura se movimentasse de maneira semelhante a um canudo flexível.
A posição curvada em que essas estruturas foram preservadas no fóssil também reforça a hipótese de que eram flexíveis. Essa característica não é observada nos representantes atuais da mesma família.
As análises indicam ainda que o Noo-Noo possuía capacidade de perfurar superfícies e sugar líquidos. Apesar disso, os pesquisadores não acreditam que o animal se alimentasse de néctar. A principal hipótese é que utilizasse sua estrutura bucal para retirar seiva de árvores.
A pesquisa foi liderada por cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, e da Academia Chinesa de Ciências. Os resultados foram publicados na revista científica Insects.
Com informações do estudo publicado na revista científica Insects.
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