Lula afirma que Brasil vai vencer disputa com os EUA “na narrativa”
Presidente diz que país não tem o mesmo poderio militar dos americanos, mas pretende responder às medidas adotadas pelos Estados Unidos com argumentos e reciprocidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (14) que o Brasil pode superar os Estados Unidos no campo da argumentação diante das recentes medidas adotadas pelo governo americano.
Durante entrevista aos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, Lula declarou que o Brasil iniciou um processo de reciprocidade para demonstrar que o país tem capacidade de reagir às decisões externas.
Segundo o presidente, o Brasil não possui o mesmo poderio militar dos Estados Unidos, mas conta com argumentos para contestar as justificativas apresentadas pelos americanos. Lula também acusou o governo dos EUA de adotar medidas contra o Brasil com base em informações que considera falsas.
Entre as alegações criticadas pelo presidente estão acusações relacionadas à compra de produtos ligados ao trabalho escravo e ao combate ao desmatamento. Lula afirmou que as medidas comerciais contra o Brasil foram baseadas em informações que não correspondem à realidade.
A entrevista ocorreu no Palácio da Alvorada e também abordou o cenário político brasileiro. Lula é candidato à reeleição em 2026 e tem ampliado sua participação em podcasts e plataformas digitais durante o período eleitoral.
A estratégia busca alcançar públicos diferentes, especialmente usuários mais jovens, por meio de conversas mais longas e com maior presença nas redes sociais.
Recentemente, o presidente participou de outros programas digitais e também iniciou a gravação de conteúdos que serão utilizados na campanha eleitoral. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão começa oficialmente em 28 de agosto.
As declarações desta sexta-feira ocorrem em meio às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Lula defende que o país utilize os instrumentos disponíveis para responder às medidas americanas e reforçar sua posição nas negociações internacionais.
Com informações do G1
