Molécula da pele de rã pode ajudar a aumentar a durabilidade dos morangos, aponta estudo

Pesquisadores descobriram que um peptídeo encontrado na pele de uma rã do Cerrado pode prolongar a vida útil de morangos sem alterar o sabor da fruta. O tratamento leva apenas cinco minutos e apresentou resultados promissores em laboratório.

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Reprodução / Foto: banco de imagens

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) revelou que um peptídeo isolado da pele da rã do Cerrado Boana albopunctata pode aumentar a durabilidade de morangos da variedade Oso Grande. Segundo a pesquisa, bastam cerca de cinco minutos de exposição à molécula para que a fruta apresente maior resistência durante o armazenamento refrigerado.

Nos testes, os morangos tratados mantiveram por mais tempo a textura e as características de fruta madura, sem alterações significativas no sabor ou na composição química. As frutas foram armazenadas sob refrigeração e comparadas com um grupo que recebeu apenas banho de água.

Os pesquisadores explicam que essa molécula faz parte do sistema de defesa natural da rã e possui ação antimicrobiana. Apesar dos resultados positivos, ainda serão necessários novos estudos para confirmar sua eficácia no controle de microrganismos presentes nos morangos e avaliar a aplicação em larga escala.

Antes que a tecnologia possa chegar ao mercado, a substância também precisará passar pelo processo de regulamentação no Brasil. A expectativa dos pesquisadores é produzir o peptídeo em grande escala utilizando leveduras, tornando seu uso viável na conservação de alimentos.

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