MP da Bolívia determina prisão de Evo Morales por acusações de terrorismo
Ex-presidente é investigado por suposto envolvimento em bloqueios de rodovias que pediam a saída do atual presidente Rodrigo Paz do cargo

O Ministério Público de Santa Cruz, na Bolívia, determinou a prisão do ex-presidente Evo Morales em um processo que investiga sua suposta participação em protestos e bloqueios de estradas ocorridos entre maio e junho deste ano. Ele é acusado de crimes como terrorismo e insurreição armada contra a segurança e a soberania do Estado.
Segundo a acusação, Morales teria incentivado manifestações que duraram 53 dias e tinham como uma das principais reivindicações a renúncia do atual presidente boliviano, Rodrigo Paz. Os bloqueios afetaram o transporte e o abastecimento em diversas regiões do país.
A investigação também envolve outros crimes relacionados aos atos de mobilização, que provocaram uma crise política na Bolívia. O Ministério Público afirma que o ex-presidente teria tido participação na organização dos protestos.
Morales, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, nega as acusações e afirma que o processo tem motivação política. O ex-presidente sustenta que as medidas judiciais seriam uma tentativa de enfraquecer sua atuação política.
A ordem de prisão aumenta a tensão no cenário político boliviano, marcado por disputas entre antigos aliados e novos grupos de poder. A defesa do ex-presidente ainda pode recorrer das medidas determinadas pela Justiça.
As autoridades continuam apurando o caso para definir a responsabilidade de Morales e de outros envolvidos nos protestos que paralisaram parte do país.
Com informações do UOL
