Número de espécies exóticas de moluscos cresce 215% em 15 anos no Brasil
Um levantamento inédito revelou que o número de espécies não nativas de moluscos registradas no Brasil aumentou 215% nos últimos 15 anos. Parte delas é considerada invasora e representa riscos ao meio ambiente, à economia e à saúde.

O primeiro inventário nacional sobre moluscos não nativos identificou 82 espécies exóticas no Brasil, um aumento de 215% em relação aos 26 registros existentes há 15 anos. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores de diversas instituições brasileiras e publicado na revista científica Biological Invasions.
Entre as espécies catalogadas, 20 são classificadas como invasoras, com potencial para causar impactos à biodiversidade, prejuízos econômicos e problemas de saúde pública. Os pesquisadores também identificaram outras 13 espécies de origem ainda indefinida por falta de informações conclusivas.
Entre os exemplos mais conhecidos estão o mexilhão-dourado, que pode comprometer o funcionamento de usinas hidrelétricas, e o caramujo-africano, considerado uma praga agrícola e que pode hospedar parasitas associados à meningite.
Os cientistas alertam que a introdução de espécies exóticas no país vem ocorrendo em ritmo acelerado e defendem o fortalecimento do monitoramento e das ações de controle para reduzir os impactos ambientais e proteger os ecossistemas brasileiros.
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