Pesquisas da UEL sobre bactérias na produção de frango recebem prêmios internacionais

Trabalhos desenvolvidos por pesquisadores da Medicina Veterinária foram reconhecidos em conferência realizada em Foz do Iguaçu e abordam resistência bacteriana e segurança dos alimentos.

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Foto: Arquivo Pessoal / O Perobal

Dois trabalhos de pós-graduação do Laboratório de Medicina Aviária da Universidade Estadual de Londrina (UEL) receberam prêmios durante a Conferência Científica Latino-Americana de 2026 da Poultry Science Association, realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, em Foz do Iguaçu. O evento reuniu pesquisadores e especialistas para discutir avanços e desafios da avicultura.

As pesquisas investigam como determinadas bactérias conseguem sobreviver ao longo da cadeia de produção de carne de frango. Um dos focos é a formação de biofilmes, estruturas que protegem comunidades bacterianas e podem dificultar a ação de produtos de limpeza, desinfetantes e antimicrobianos.

Um dos estudos foi apresentado pela residente Ana Paula Müller e analisou amostras de Salmonella encontradas em fábricas de ração. O trabalho avaliou a resistência das bactérias ao tratamento térmico, a capacidade de formar biofilmes e o perfil de resistência a medicamentos, fatores que podem dificultar o controle do microrganismo em ambientes industriais.

O segundo trabalho, desenvolvido pelo mestrando João Vitor Costa, investigou bactérias do gênero Enterococcus encontradas em frangos com espondilite, uma infecção que afeta a coluna vertebral das aves, e em cascudinhos, insetos comuns nas instalações de criação. A pesquisa destaca a importância de investigar esses insetos como possíveis reservatórios de bactérias resistentes a antimicrobianos.

Os resultados podem contribuir para aperfeiçoar medidas de higienização, desinfecção e controle de pragas na produção avícola. O conhecimento sobre a sobrevivência dos microrganismos também pode auxiliar na prevenção de contaminações alimentares e no uso mais responsável de antibióticos na criação de aves.

A professora Ana Angelita Sampaio Baptista, coordenadora do Curso de Medicina Veterinária e do Laboratório de Medicina Aviária, ressaltou que os estudos são desenvolvidos em parceria com empresas do setor. A colaboração permite identificar problemas concretos da produção e realizar coletas que orientam as pesquisas científicas.

Segundo a docente, a aproximação entre universidade e agroindústria ajuda a transformar os resultados acadêmicos em informações úteis para o cotidiano da produção. O trabalho também busca formar profissionais capacitados para enfrentar desafios relacionados à saúde animal, à segurança dos alimentos e à resistência bacteriana.

A professora destacou ainda que o reconhecimento internacional amplia a visibilidade do laboratório e pode favorecer novas parcerias e oportunidades de financiamento. O grupo já havia sido premiado na mesma conferência em 2024.

Para João Vitor Costa, a conquista representa o reconhecimento de semanas de preparação, desde a execução do estudo até a apresentação oral em inglês durante o congresso. A premiação reforça a atuação da UEL na produção de conhecimento científico aplicado às necessidades da avicultura e da sociedade.

Com informações de O Perobal

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Redação Paiquerê FM News

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