Polícia Civil investiga fraude de R$ 6,2 milhões em operação no Noroeste do Paraná
Operação Grão de Ouro cumpre mandados em cinco municípios, determina apreensão de veículos e bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas de investigados.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Grão de Ouro, que investiga uma suposta organização criminosa suspeita de praticar fraudes e lavagem de dinheiro no Noroeste do estado. As diligências ocorrem em Alto Paraná, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.
Segundo a investigação, o esquema teria provocado um prejuízo estimado em R$ 6,2 milhões a uma empresa sediada em Maringá. Por determinação judicial, foram autorizados quatro mandados de busca e apreensão, o bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas vinculadas aos investigados e medidas para apreender veículos, caminhões e reboques.
De acordo com a PCPR, 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, são investigados por suposta participação no esquema. A apuração aponta que caminhões com carrocerias vazias entrariam na empresa e, depois de carregados com farelo de milho, deixariam o local sem o devido registro das cargas.
Ainda conforme a polícia, funcionários da própria empresa teriam colaborado com a fraude ao manipular o sistema de pesagem, permitindo a saída irregular dos produtos. O prejuízo calculado pela investigação é de R$ 6.209.484,23.
O caso começou a ser aprofundado após prisões em flagrante realizadas em 25 de novembro de 2025, por suspeita de furto qualificado. A partir daí, os investigadores identificaram uma estrutura que, segundo a polícia, teria divisão de tarefas e movimentações financeiras de valores elevados.
A investigação também busca esclarecer como os recursos supostamente obtidos de forma ilícita eram movimentados e ocultados. Entre as práticas apontadas estão transferências entre diferentes contas, pulverização de valores e utilização de contas de passagem.
A Polícia Civil afirma ainda ter identificado possíveis manobras para dificultar a identificação e o bloqueio do patrimônio, incluindo transações suspeitas envolvendo imóveis rurais e transferências de veículos para terceiros que poderiam atuar como intermediários.
Os pedidos de prisão preventiva apresentados durante a investigação foram negados pela Justiça nesta fase. As medidas autorizadas têm como objetivo reunir provas e preservar bens que possam estar relacionados aos fatos investigados, inclusive para eventual ressarcimento dos prejuízos.
O nome da operação faz referência ao farelo de milho, produto que, segundo a apuração, estaria no centro do esquema investigado. A PCPR informou que os trabalhos continuam e que os detalhes das diligências seriam apresentados em coletiva de imprensa na sede da 9ª Subdivisão Policial de Maringá. Os alvos são considerados investigados, e não há condenação judicial pelos fatos apurados.
Com informações da Polícia Civil do Paraná