Polícia Civil cumpre mandados contra organização suspeita de tráfico interestadual

Operação mobiliza mais de 200 policiais em quatro estados; Londrina está entre as cidades alvo da ação

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Foto: divulgação

A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na manhã desta quarta-feira, uma operação contra uma organização criminosa suspeita de usar cidades paranaenses como pontos estratégicos para o tráfico interestadual de drogas.

A ação mobiliza mais de 200 policiais e cumpre 51 mandados judiciais em 17 cidades de quatro estados. Ao todo, são 32 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão.

No Paraná, as ordens judiciais são cumpridas em Londrina, Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte, Icaraíma, Cruzeiro do Oeste, Porto São José e Pato Bragado.

Também há diligências em São Paulo, Mogi Mirim e Botucatu, no estado de São Paulo; Ceará-Mirim e Mossoró, no Rio Grande do Norte; além de Coronel Sapucaia, Tacuru, Naviraí e Itaquiraí, no Mato Grosso do Sul.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de investigados apontados como integrantes dos núcleos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A medida busca interromper o fluxo financeiro da organização, impedir a movimentação de valores de origem ilícita e descapitalizar o grupo.

Investigações começaram há três anos

As investigações tiveram início há cerca de três anos, após uma apreensão realizada pela Polícia Civil do Paraná em conjunto com a Receita Federal. Na ocasião, aproximadamente 1,1 tonelada de entorpecentes foi encontrada em uma transportadora de Maringá.

Segundo o delegado Leandro Munin, a análise do material apreendido e a identificação dos responsáveis pelo carregamento levaram os policiais a um grupo criminoso com atuação em Loanda.

“A partir da análise do material apreendido e da identificação dos responsáveis pelo carregamento, os policiais chegaram a um grupo criminoso com atuação em Loanda. A primeira fase da operação resultou na identificação de cinco integrantes da organização. Posteriormente, foram descobertos novos envolvidos, culminando na segunda fase da investigação”, explicou.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou uma estrutura criminosa considerada complexa, responsável pela produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira de recursos ligados ao tráfico de drogas para diversas regiões do país.

Compra, transporte e distribuição

De acordo com as investigações, a organização mantinha fornecedores e áreas de produção de entorpecentes no Mato Grosso do Sul, responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa.

Também foram identificados suspeitos encarregados da preparação de veículos com compartimentos ocultos, usados para transportar as drogas.

A apuração apontou ainda a participação de pessoas responsáveis pela travessia dos entorpecentes pelo Rio Paraná, especialmente na região de Icaraíma. Após a travessia, os carregamentos eram armazenados em entrepostos localizados principalmente em Icaraíma e Loanda.

Desses pontos, as drogas seguiam para outros estados, transportadas em caminhões, veículos de passeio e até por linhas regulares de ônibus.

Segundo o delegado, também foram identificados integrantes responsáveis pela distribuição local e pelo envio dos entorpecentes para outras unidades da federação.

“Em São Paulo, verificamos integrantes ligados a uma organização criminosa de atuação nacional e envolvidos no fornecimento de drogas. No Rio Grande do Norte estavam os responsáveis pela redistribuição dos entorpecentes na região Nordeste”, afirmou Munin.

Núcleo financeiro

A Polícia Civil também apurou a existência de um núcleo financeiro responsável pela movimentação e ocultação dos valores obtidos com o tráfico.

Segundo as investigações, integrantes do grupo disponibilizavam contas bancárias para o trânsito de recursos ilícitos. Essas contas seriam usadas para receber valores da venda de drogas e realizar pagamentos a fornecedores e demais membros da organização.

A apuração aponta ainda que pessoas e empresas interpostas teriam papel importante na movimentação financeira do grupo, contribuindo para a lavagem de dinheiro e a ocultação dos ativos criminosos.

A Operação segue em andamento, e os investigados devem responder pelos crimes apurados no decorrer da investigação.

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Redação Paiquerê FM News

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