Polícia Civil encaminha à PF denúncias sobre supostas fraudes milionárias em Apucarana
Investidores relatam bloqueio de valores e falta de retorno de empresário; prejuízo estimado pode chegar a R$ 40 milhões

A 17ª Subdivisão Policial de Apucarana informou nesta quarta-feira (17) que vai encaminhar à Polícia Federal, em Londrina, denúncias sobre supostas fraudes financeiras envolvendo um empresário de Apucarana que atua no ramo de serviços de ativos virtuais.
Segundo as informações repassadas à Polícia Civil, o empresário recebia recursos de investidores em conta pessoal e realizava aplicações utilizando o próprio CPF.
Diversos investidores registraram boletins de ocorrência virtuais na Polícia Civil do Paraná. Eles afirmam que tiveram valores bloqueados e que, nas últimas semanas, deixaram de receber retorno do operador financeiro sobre o dinheiro aplicado.
Também há registros de ações na Justiça com o objetivo de tentar reaver os valores investidos. Pessoas que dizem ter sido afetadas apontam que o montante sob responsabilidade do empresário pode chegar a cerca de R$ 40 milhões.
De acordo com o delegado-chefe da 17ª SDP, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, pelo menos dez boletins de ocorrência virtuais foram registrados apenas em Apucarana. Também há registros em cidades como Jandaia do Sul e Cambé. O empresário teria investidores no Vale do Ivaí e no Norte do Paraná, incluindo Londrina.
Conforme relatos dos investidores, o suposto esquema era baseado na promessa de rendimentos considerados altos, entre 3,5% e 4% ao mês. Para atrair clientes, o empresário teria usado a imagem de alto padrão de vida, com viagens, roupas de grife, relógios de valor elevado e carro blindado.
Investidores também relatam que ele utilizava discursos ligados a valores religiosos e ações filantrópicas para transmitir confiança à comunidade.
Uma das vítimas afirma ter aplicado R$ 311 mil da família e disse que já procurou a Polícia Civil, entrou com ação na Justiça e pretende levar o caso ao Ministério Público. Outros investidores relatam aplicações de valores que variam de R$ 15 mil a quase R$ 1 milhão.
Há ainda relatos de moradores da região que teriam aplicado quantias maiores, chegando a R$ 5 milhões e R$ 7 milhões.
A defesa do empresário informou, por meio de nota, que está em busca de “soluções concretas” para o problema e criticou análises consideradas “precipitadas” sobre o caso.
As denúncias serão encaminhadas à Polícia Federal em Londrina, que deverá analisar a atribuição para investigação dos fatos.
Siga a Paiquerê FM 98.9 e se mantenha informado: @paiquerefm
