Polícia Federal realiza operação contra fraudes bancárias e bloqueia R$670 milhões de banco de Edir Macedo

Ação mira investigados ligados à gestão do Banco Digimais e apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional

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Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, uma nova fase da Operação Miragem, que investiga suspeitas de fraudes bancárias e possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A ação mira investigados ligados à gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão. Mais de 50 policiais federais participam da operação, que também inclui mandados de busca e apreensão em São Paulo.

Segundo as informações da investigação, no caso de Edir Macedo, o mandado não está em vigor neste momento, já que ele reside no exterior.

A decisão judicial também autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 670.348.945,70.

Durante as apurações, a Polícia Federal teve acesso a relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil. Os documentos apontariam irregularidades graves na condução dos negócios por administradores da instituição financeira.

Entenda a investigação

De acordo com a Polícia Federal, o suposto esquema envolveria a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis.

O objetivo, segundo os investigadores, seria ocultar a real situação econômico-financeira do banco e aparentar solvência perante os órgãos de controle.

As apurações indicam ainda que as práticas investigadas teriam permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas em valores que chegam a centenas de milhões de reais.

A Polícia Federal também apura operações financeiras consideradas irregulares que teriam sido realizadas em benefício da empresa controladora do banco.

Outro ponto investigado é a possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador.

Ainda conforme a PF, o Banco Digimais teria adotado práticas financeiras consideradas temerárias, em modelo comparado pelos investigadores a condutas apuradas em outros casos envolvendo instituições financeiras.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

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Redação Paiquerê FM News

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