Projeto tradicional da UEL oferece capacitação em análise de dados para estudantes e pesquisadores
Com foco em Ciências Humanas e Sociais, o InfoSoc prepara abertura de inscrições para curso semipresencial voltado ao aprendizado de Python, linguagem R e uso ético de Inteligência Artificial

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) se prepara para abrir, entre o final de agosto e o início de setembro, as inscrições para o InfoSoc, um projeto de extensão do Departamento de Ciências Sociais focado em análise de dados. Atuando de forma semipresencial no segundo semestre, a iniciativa é aberta a estudantes de todas as áreas do conhecimento e oferece certificação válida como atividade acadêmica complementar. O treinamento tem como propósito principal introduzir conceitos essenciais de programação e manipulação estatística voltados para a investigação acadêmica.
Coordenado pelo professor Ronaldo Baltar, o projeto serve como uma introdução prática a ferramentas altamente requisitadas no mercado e na academia, como as linguagens Python e R. O programa capacita os alunos a organizarem dados sociais, estruturarem gráficos e utilizarem bases de dados públicas — a exemplo das plataformas do IBGE e do SUS. De acordo com o coordenador, a capacitação preenche uma lacuna importante nas Ciências Humanas, onde pesquisadores, docentes e discentes ainda costumam manifestar certo distanciamento ou desconforto no tratamento quantitativo de informações.
Com uma trajetória histórica que completou três décadas, o InfoSoc testemunhou a própria evolução da informática no campus. Criada em 1994, a iniciativa começou quando a universidade contava com poucos computadores, organizando os interessados por listas de e-mails. Ao longo dos anos, o cenário se inverteu: se no início era preciso convencer os acadêmicos de que a computação era viável para pesquisas humanas, hoje a alta demanda parte organicamente dos próprios alunos, impulsionada pela necessidade de lidar com novas tecnologias.
Diante do cenário contemporâneo, o projeto também incorporou debates sobre o impacto da Inteligência Artificial nas pesquisas científicas. O professor Baltar ressalta que, embora a tecnologia não deva substituir o esforço intelectual ou ser associada ao plágio, o uso correto e ético da IA tem o poder de potencializar significativamente o ritmo de estudos e o desenvolvimento profissional. Os interessados em participar dos encontros — que ocorrerão de forma híbrida com aulas presenciais aos sábados — poderão efetuar a inscrição diretamente pelo site oficial da ação ou via e-mail institucional do coordenador.
Com informações de O Perobal/UEL
