Radar revela estrutura medieval com muro de dois metros em ilha histórica da Noruega

Arqueólogos identificaram na ilha de Selja, na Noruega, os restos de uma construção medieval de grandes proporções. Detectada por radar, a estrutura possui uma fundação que se estende por pelo menos 13 metros e paredes com cerca de dois metros de espessura, mas sua idade e função ainda estão sendo investigadas.

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Reprodução / Foto ilustrativa: Banco de imagens

Arqueólogos encontraram os restos de uma grande construção medieval na ilha de Selja, na Noruega, fora dos limites conhecidos do antigo complexo monástico da região. Identificada por meio de radar de penetração no solo, a estrutura possui uma fundação de pedra com pelo menos 13 metros de extensão a partir da área do porto.

Um dos elementos que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a espessura das paredes. Segundo Regin Meyer, arqueólogo do Instituto Norueguês de Pesquisa sobre Patrimônio Cultural (NIKU), o muro chega a aproximadamente dois metros, indicando uma construção de grandes proporções.

Apenas parte da fundação foi investigada até agora. Amostras de solo foram coletadas para tentar determinar quando a estrutura foi construída e qual função desempenhava. Os pesquisadores ainda não sabem se o edifício fazia parte do mosteiro medieval ou se pertence a uma fase anterior da ocupação religiosa da ilha.

Selja possui importância para a história do cristianismo na Noruega. Em 2024, investigações realizadas sob as ruínas da Igreja de St. Sunniva encontraram indícios de uma construção religiosa de pedra mais antiga, com características associadas à tradição anglo-saxônica.

A ilha também está ligada à tradição de St. Sunniva e tornou-se um importante centro religioso durante a cristianização da Noruega. O local foi sede de um bispado a partir de 1068 e recebeu peregrinos até a transferência do santuário para Bergen, em 1170.

Os novos achados indicam que as atividades medievais em Selja podem ter ocupado uma área maior do que se acreditava anteriormente. Para os arqueólogos, novas investigações poderão ajudar a compreender como viviam e trabalhavam as pessoas que circulavam pelo antigo centro religioso.

Com informações do Medievalists.net e do Instituto Norueguês de Pesquisa sobre Patrimônio Cultural (NIKU).

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