Réus por ataque com soda cáustica contra jovem vão a júri em Jacarezinho

Isabelly Aparecida Ferreira Moro foi atingida em maio de 2024; acusados respondem por tentativa de feminicídio

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Foto: Reprodução

Os réus acusados pelo ataque com soda cáustica contra Isabelly Aparecida Ferreira Moro, em Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná, vão a júri na próxima quarta-feira (8). A vítima tinha 23 anos na época do crime, registrado em maio de 2024.

Débora Custódio e Marlon Ferreira Lemes foram denunciados por tentativa de feminicídio. Segundo a investigação, a vítima e um dos autores do crime já tiveram anteriormente um relacionamento.

Isabelly e Marlon haviam mantido um relacionamento por cerca de um ano e meio e se separaram no início de 2024. Na época do ataque, ele já estava preso, mas foi apontado como mandante do crime. Débora, atual namorada dele à época, é acusada de ter executado a agressão.

Débora está presa na Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina desde maio de 2024. A defesa dela sustenta que a acusada não teve intenção de matar Isabelly e pretende argumentar que o caso deveria ser enquadrado como lesão corporal.

O advogado Jean Campos, que representa Débora, afirma que Marlon teria sido o mandante e responsável intelectual pelo ataque. Segundo a defesa, existem áudios enviados pelo réu de dentro da prisão com ameaças contra a acusada. O advogado também afirma que tanto Débora quanto Isabelly teriam sido vítimas de violência doméstica em relacionamentos com Marlon.

Ainda conforme a defesa, Débora assumiu inicialmente a autoria do ataque alegando ciúmes, mas teria feito isso por medo de represálias. A tese principal será a de coação moral irresistível, argumento usado quando a defesa sustenta que a pessoa agiu sob ameaça grave e sem possibilidade de resistência.

O advogado pretende pedir a absolvição de Débora com base nessa tese. Ele também afirma que, caso seja colocada em liberdade, é provável que ela não retorne a Jacarezinho, devido à repercussão do caso.

A defesa de Marlon foi procurada para comentar o caso e confirmar se ele segue na Penitenciária Estadual de Londrina, mas não houve retorno até o fechamento da matéria.

Segundo o advogado de Isabelly, a jovem recebeu apoio de familiares, amigos e pessoas próximas durante o processo de recuperação. Atualmente, ela mora em Londrina, trabalha com venda de veículos e cursa Direito.

Ainda de acordo com a defesa da vítima, Isabelly carrega marcas profundas do episódio, mas vem retomando gradualmente a rotina e os projetos pessoais.

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Redação Paiquerê FM News

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