Rio fervente da Amazônia pode ajudar cientistas a prever impactos das mudanças climáticas

Pesquisadores estudam o famoso rio fervente da Amazônia peruana para entender como o aumento das temperaturas pode afetar a floresta. A região funciona como um laboratório natural, revelando possíveis efeitos do aquecimento global sobre a vegetação.

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Reprodução / Foto: banco de imagens

O misterioso rio fervente da Amazônia, localizado no Peru, está ajudando cientistas a compreender como as mudanças climáticas podem transformar a maior floresta tropical do planeta.

Conhecido como Shanay-Timpishka, o rio possui trechos onde a água chega a temperaturas médias de cerca de 86°C, aquecida por atividade geotérmica. O intenso calor também eleva a temperatura do ar ao redor, criando condições semelhantes às previstas para um futuro mais quente.

Durante uma pesquisa realizada ao longo de um ano, cientistas instalaram sensores em diferentes pontos da floresta e registraram temperaturas médias entre 24°C e 29°C, com máximas próximas de 45°C nas áreas mais quentes.

Os pesquisadores observaram que a vegetação muda significativamente nesses locais. Nas regiões mais aquecidas, há menos árvores de grande porte, redução da biodiversidade e uma vegetação mais seca, mesmo com a grande quantidade de vapor presente no ambiente.

Espécies sensíveis ao calor praticamente desaparecem nesses trechos, enquanto plantas mais resistentes às altas temperaturas conseguem sobreviver, indicando que pequenas variações térmicas já provocam mudanças importantes na floresta.

Para os cientistas, o rio fervente funciona como um laboratório natural, permitindo estudar hoje os possíveis impactos que o aquecimento global poderá causar na Amazônia nas próximas décadas.

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