Estudo aponta aumento do vício em alimentos ultraprocessados e alerta para riscos à saúde

Pesquisas indicam que a dependência de alimentos ultraprocessados está crescendo e já afeta milhões de pessoas. Especialistas afirmam que esses produtos são desenvolvidos para estimular o cérebro e podem provocar um comportamento semelhante ao observado em outros tipos de dependência.

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Reprodução / Foto: banco de imagens

Um número crescente de pessoas apresenta sinais de dependência de alimentos ultraprocessados, segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos. Especialistas afirmam que esses produtos são formulados para estimular intensamente o sistema de recompensa do cérebro, aumentando o desejo por novas porções.

De acordo com a Escala de Vício Alimentar de Yale, utilizada para avaliar esse tipo de comportamento, cerca de 14% dos adultos e 12% das crianças apresentam critérios compatíveis com dependência clínica de alimentos ultraprocessados. Entre mulheres de 50 a 64 anos, esse percentual chega a 21%.

Pesquisadores explicam que alimentos industrializados combinam altos níveis de açúcar, carboidratos refinados, gorduras e sal, criando uma experiência sensorial que dificilmente é encontrada em alimentos naturais. Essa combinação estimula o cérebro de forma intensa, favorecendo o consumo repetitivo.

Segundo os especialistas, esse comportamento não está relacionado apenas à falta de força de vontade. O organismo humano evoluiu para buscar alimentos ricos em energia e nutrientes essenciais, característica que hoje é explorada pela indústria alimentícia por meio de produtos altamente palatáveis.

Um estudo com cerca de 1.600 adultos norte-americanos mostrou que mais de 90% dos alimentos considerados com maior potencial de causar dependência eram ultraprocessados ricos em carboidratos refinados e gordura.

Os pesquisadores alertam que compreender esse mecanismo é importante para desenvolver estratégias de prevenção, incentivar uma alimentação mais equilibrada e reduzir o consumo excessivo desses produtos.

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