Sistema defensivo de até 4 mil anos é descoberto no Marrocos

Arqueólogos identificaram em Oued Beht, no noroeste do Marrocos, uma estrutura defensiva construída há aproximadamente 3.500 a 4.000 anos. Formado por um grande fosso e um aterro elevado, o sistema é considerado o mais antigo conhecido no Norte da África fora do Vale do Nilo.

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Reprodução / Foto ilustrativa: banco de imagens

Um sistema defensivo construído há aproximadamente 3.500 a 4.000 anos foi identificado no sítio arqueológico de Oued Beht, na província de Khémisset, no noroeste do Marrocos. Composto por um grande fosso e um aterro elevado, o conjunto é considerado pelos pesquisadores o mais antigo conhecido no Norte da África fora do Vale do Nilo.

As descobertas são resultado da terceira temporada de escavações do Projeto Arqueológico de Oued Beht, realizada entre outubro e novembro de 2023. O estudo reuniu pesquisadores de diferentes países e foi publicado na revista científica Libyan Studies.

Ao todo, 17 novas datações por radiocarbono indicaram que a estrutura foi construída entre o início e meados do segundo milênio a.C. O sistema protegia o lado sul do assentamento e aproveitava características naturais da colina para reforçar a defesa da comunidade.

O sítio já havia chamado a atenção dos arqueólogos em 2021, quando pesquisas identificaram um povoado de aproximadamente dez hectares próximo ao rio Oued Beht. A comunidade agrícola que ocupava originalmente a região mantinha conexões com outros grupos do Mediterrâneo, incluindo populações da Península Ibérica.

Com o passar do tempo, a principal área de ocupação teria se deslocado para um trecho rochoso ao sul, que oferecia melhores condições naturais de proteção. A descoberta do fosso e do aterro acrescenta novas evidências sobre como essas comunidades organizavam e protegiam seus assentamentos.

Os pesquisadores também apontam possíveis comparações com comunidades da cultura El Argar, que ocuparam assentamentos fortificados no sul da Península Ibérica durante o segundo milênio a.C. Os achados ajudam a ampliar o conhecimento sobre as sociedades que viveram no Magreb durante a pré-história.

Com informações do Archaeology News.

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