Telescópio da Nasa reentra na atmosfera sobre a Indonésia após mais de 20 anos no espaço

Observatório Neil Gehrels Swift encerrou sua trajetória com a reentrada na atmosfera terrestre, registrada sobre a Indonésia. A Nasa acredita que a maior parte da estrutura tenha se desintegrado durante a queda.

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Reprodução / Foto ilustrativa: Banco de imagens

O telescópio espacial Neil Gehrels Swift, da Nasa, reentrou na atmosfera terrestre nesta quarta-feira (4), após mais de duas décadas de atividades no espaço. Segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, a reentrada ocorreu às 9h39, no horário de Brasília, sobre a região de Sumatra do Norte, na Indonésia.

De acordo com a agência espacial norte-americana, a maior parte da estrutura do observatório, que pesava aproximadamente 1,5 tonelada, provavelmente se desintegrou devido às altas temperaturas provocadas pela passagem pela atmosfera. Entretanto, a Nasa considera possível que pequenos fragmentos tenham resistido ao processo. Não houve confirmação de que destroços tenham atingido a superfície terrestre.

Antes do encerramento da missão, a Nasa tentou prolongar a vida útil do telescópio por meio de uma parceria com a empresa Katalyst Space Technologies. A espaçonave LINK foi lançada em 3 de julho com o objetivo de se acoplar ao observatório utilizando braços robóticos e impulsioná-lo para uma órbita mais elevada, evitando sua queda.

A operação, porém, não foi concluída. Problemas nos sistemas de propulsão e orientação impediram que a espaçonave realizasse o acoplamento. O veículo conseguiu apenas se aproximar do Swift e registrar imagens do telescópio no espaço. Sem propulsores próprios para corrigir sua trajetória, o observatório continuou perdendo altitude devido ao arrasto atmosférico.

Lançado em 2004, o Neil Gehrels Swift teve papel importante na observação de fenômenos de alta energia no universo, especialmente explosões de raios gama. Ao longo de sua missão, forneceu informações utilizadas em milhares de pesquisas científicas. Segundo a Nasa, aproximadamente 7 mil artigos científicos foram produzidos com base em dados coletados pelo observatório.

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