União Europeia descarta flexibilizar regras para produtos de origem animal do Brasil

Embaixador da Irlanda afirma que decisão é técnica e que cabe ao Brasil comprovar adequação às exigências sanitárias do bloco

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Foto: Reprodução

O embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, afirmou que a União Europeia não pretende flexibilizar as exigências aplicadas a produtos brasileiros de origem animal exportados ao bloco. A Irlanda ocupa, desde 1º de julho, a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, mandato que tem duração de seis meses.

Segundo Gallagher, a retirada do Brasil da lista de países autorizados a vender determinados produtos de origem animal ao mercado europeu foi uma decisão técnica. Para o embaixador, cabe ao governo brasileiro adotar as medidas necessárias para atender aos padrões exigidos pela União Europeia.

A decisão foi oficializada em junho, com publicação no diário oficial do bloco. A medida impede a comercialização de produtos como carne bovina, aves, pescado, ovos, leite e mel, caso o Brasil não apresente garantias de adequação às normas até 3 de setembro.

A justificativa da União Europeia está relacionada ao uso de antimicrobianos na produção animal. O bloco afirma que o Brasil não comprovou o cumprimento das regras que proíbem o uso de antibióticos para promover crescimento ou aumentar a produtividade dos animais, prática apontada como risco à saúde humana por contribuir para a resistência antimicrobiana.

Desde abril, o governo brasileiro já havia restringido parte do uso desses medicamentos na criação de animais. Mesmo assim, a União Europeia oficializou a medida e informou que os países reprovados nas exigências terão prazo para apresentar comprovações e tentar reverter a situação.

Na semana passada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes afirmou que há grande dificuldade para que o setor se adapte às novas regras dentro do prazo. Segundo a entidade, o ciclo da pecuária bovina torna o processo mais demorado, podendo levar cerca de 30 meses.

Gallagher destacou ainda que outros países sul-americanos conseguiram cumprir os critérios exigidos e, por isso, seguem habilitados a exportar ao mercado europeu. Segundo ele, os países que apresentaram comprovação técnica adequada permaneceram na lista de fornecedores autorizados.

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Texto: Rafael Guerra sob a supervisão dos jornalistas da Paiquerê FM 98.9

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Redação Paiquerê FM News

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