Aurora boreal deve ficar ainda mais intensa com aumento da atividade do Sol

Cientistas explicam que o planeta está entrando no máximo solar, período que favorece auroras mais brilhantes e frequentes

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Reprodução: Banco de imagens

A aurora boreal, um dos fenômenos naturais mais fascinantes do planeta, deve se tornar ainda mais intensa nos próximos anos. Isso acontece porque o Sol está entrando no chamado máximo solar, fase de maior atividade dentro de um ciclo que se repete, em média, a cada 11 anos.

O assunto ganhou destaque após as brasileiras Anitta e Bela Gil compartilharem registros da aurora boreal durante uma viagem à Finlândia.

Segundo especialistas, durante o máximo solar aumentam as tempestades solares e a emissão de partículas carregadas pelo Sol, favorecendo a formação de auroras mais frequentes e luminosas.

Como a aurora boreal se forma?

O fenômeno começa na superfície do Sol. Durante explosões conhecidas como tempestades solares e ejeções de massa coronal, enormes quantidades de partículas energéticas são lançadas em direção ao espaço.

Quando essas partículas alcançam a Terra, encontram a magnetosfera — o campo magnético que protege o planeta. Parte delas é desviada, mas outra parte é conduzida para as regiões polares.

Ao colidirem com gases presentes na alta atmosfera, principalmente oxigênio e nitrogênio, essas partículas liberam energia em forma de luz, criando as famosas cortinas coloridas no céu.

Por que as cores mudam?

A cor da aurora depende do gás atingido e da altitude onde ocorre a colisão.

  • Verde: produzido pelo oxigênio em altitudes mais baixas e é a cor mais comum.
  • Vermelho: também ligado ao oxigênio, mas em altitudes mais elevadas.
  • Azul e violeta: surgem quando as partículas interagem com o nitrogênio.

Onde é possível observar?

A aurora boreal acontece principalmente no Hemisfério Norte, em países próximos ao Ártico, como Noruega, Finlândia, Islândia e Canadá.

Com o aumento da atividade solar, no entanto, o fenômeno pode aparecer ocasionalmente em regiões mais ao sul do que o habitual, permitindo registros raros em países e localidades onde normalmente ele não é visível.

Os cientistas acreditam que o atual máximo solar proporcionará alguns dos espetáculos mais impressionantes dos últimos anos para quem estiver nas regiões adequadas para observar as famosas luzes do norte.

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