Cabelos e unhas continuam crescendo após a morte?
A crença popular atravessa gerações, mas especialistas divergem sobre o que realmente acontece com unhas e cabelos após a morte

Uma das curiosidades mais conhecidas sobre o corpo humano envolve uma pergunta que intriga muita gente: cabelos e unhas continuam crescendo após a morte?
A resposta não é tão simples quanto parece. Embora a ideia seja bastante popular, especialistas apresentam diferentes explicações para o fenômeno.
Uma das teorias mais aceitas afirma que cabelos e unhas não continuam crescendo após a morte. Segundo essa interpretação, a impressão de crescimento ocorre porque a pele perde água e sofre retração durante o processo de decomposição. Com isso, unhas e fios de cabelo ficam mais expostos, criando a sensação de que aumentaram de tamanho.
Por outro lado, alguns pesquisadores defendem que determinadas células do organismo permanecem vivas por um curto período após a morte clínica. Nesse caso, estruturas como cabelos e unhas poderiam continuar apresentando um crescimento mínimo até que as reservas de energia do corpo se esgotem completamente.
O geneticista José Arthur Chies, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que a morte cerebral ou a parada cardíaca não significam que todas as células do organismo morrem imediatamente.
“O corpo humano é composto por diferentes tipos de células, e cada uma possui um tempo de viabilidade diferente. Por isso, órgãos podem ser preservados para transplantes mesmo após a morte do doador”, destaca o especialista.
Segundo ele, esse processo permitiria que cabelos e unhas continuassem crescendo por um período limitado, até que as células responsáveis pela atividade deixassem de funcionar por falta de nutrientes e energia.
Apesar da divergência entre especialistas, há consenso sobre um ponto: caso exista algum crescimento após a morte, ele é extremamente pequeno e temporário.
Assim, aquela imagem comum em filmes de terror de unhas e cabelos crescendo continuamente em cadáveres está muito longe da realidade científica.
O fenômeno continua despertando curiosidade e mostra como o corpo humano ainda guarda processos complexos que desafiam explicações simples.
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