Câmeras instaladas nos acessos aos banheiros geram protestos em colégio cívico-militar de Cambé

Direção afirma que equipamentos estavam voltados às portas de entrada, sem registrar o interior dos banheiros; estudantes, pais e professores cobram esclarecimentos sobre o monitoramento.

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Foto: Redes Sociais / Reprodução

A instalação de câmeras nos acessos aos banheiros masculino e feminino do Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, na Região Metropolitana de Londrina, provocou questionamentos e manifestações de estudantes e familiares. O caso gerou preocupação sobre os limites do monitoramento e a preservação da privacidade no ambiente escolar.

Segundo relatos que circularam entre integrantes da comunidade escolar, imagens do sistema de monitoramento teriam sido exibidas em um monitor na sala da direção, onde também ficam reunidas imagens de outras câmeras da unidade.

A situação motivou protestos em frente ao colégio. Estudantes se manifestaram contra a instalação dos equipamentos, enquanto pais e professores demonstraram preocupação e cobraram explicações sobre a medida.

Em comunicado dirigido às famílias, a equipe diretiva afirmou que as câmeras estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos alunos.

Segundo a direção, o objetivo do equipamento era acompanhar a entrada e a saída de pessoas e contribuir para a segurança da comunidade escolar.

A nota também informa que, conforme os levantamentos iniciais da direção, um estudante teria entrado sem autorização na sala dos monitores militares e acessado o computador utilizado pela equipe. A partir disso, teria registrado uma imagem do sistema, que foi compartilhada posteriormente. As circunstâncias do acesso e da divulgação, segundo o colégio, serão apuradas.

A direção declarou ainda que houve retirada forçada das câmeras instaladas nos acessos aos banheiros, classificando o episódio como vandalismo. O colégio informou que adotará medidas administrativas e fará os encaminhamentos necessários aos órgãos competentes.

No comunicado, a equipe diretiva reafirmou o compromisso com a segurança, a dignidade e a privacidade dos estudantes. Também ressaltou que o monitoramento de salas de aula, corredores e acessos faz parte das medidas de proteção da unidade, desde que respeitados os direitos dos alunos.

A direção pediu às famílias que procurem diretamente a administração do colégio para esclarecer dúvidas e evitem compartilhar imagens do sistema de segurança ou informações sem verificar o contexto. Também reforçou a importância de orientar os estudantes sobre o respeito aos espaços de acesso restrito e ao patrimônio público.

O episódio reacende o debate sobre os limites do monitoramento em instituições de ensino. Embora câmeras possam ser utilizadas para reforçar a segurança, sua localização, finalidade e forma de operação precisam ser esclarecidas, especialmente quando envolvem ambientes associados à intimidade dos estudantes.

A discussão também evidencia a importância da transparência e do diálogo entre direção, profissionais da educação, alunos e familiares na definição de medidas de segurança escolar. Até o momento, as informações apresentadas pela direção correspondem ao posicionamento oficial da instituição, e as circunstâncias do caso ainda dependem de apuração.

 

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Redação Paiquerê FM News

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