Esqueleto encontrado há mais de 150 anos na Abadia de Westminster pode pertencer a monge medieval
Nova pesquisa arqueológica aponta que restos mortais encontrados em um sarcófago histórico, em Londres, podem pertencer a um abade que viveu há cerca de mil anos.

Um esqueleto descoberto há mais de 150 anos nos jardins da Abadia de Westminster, em Londres, pode finalmente ter sua identidade esclarecida. Uma nova pesquisa sugere que os restos mortais pertencem a um religioso de alta posição que viveu durante o período medieval, há aproximadamente mil anos.
O estudo foi conduzido pelo arqueólogo Warwick Rodwell, consultor da Abadia de Westminster, e publicado na revista científica Journal of the British Archaeological Association. Segundo o pesquisador, o candidato mais provável é Aelfwig, um abade que administrou o antigo mosteiro beneditino e morreu por volta do ano 1020. Outra possibilidade é seu sucessor, Wulnoth, falecido em 1049.
Uma das principais pistas está no tipo de sepultamento. O homem foi enterrado em um elaborado sarcófago de pedra, com um caixão de madeira em seu interior. A tampa também foi modificada para apresentar uma cruz latina, característica que reforça a hipótese de que o túmulo pertencia a uma figura religiosa importante.
A análise dos ossos, realizada pelo especialista James Young Langthorne, da empresa britânica Pre-Construct Archaeology, indicou que o homem morreu entre 35 e 49 anos e tinha aproximadamente 1,75 metro de altura. Os resultados diferem de uma avaliação feita no século XIX, que estimava uma idade inferior a 30 anos.
Para determinar a época da morte, pesquisadores também realizaram testes de datação por carbono no Centro de Pesquisa Ambiental das Universidades Escocesas. Os resultados situaram os restos mortais entre os anos 987 e 1052 d.C., período compatível com os dois religiosos. Apesar das evidências, a identificação ainda é considerada uma hipótese e não foi confirmada definitivamente.
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