Dono de prédio de alto padrão em Miami tenta acelerar despejo de salas alugadas pelo Master

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Os proprietários de um prédio de alto padrão no qual o Banco Master alugava um andar e meio, em Miami, tentam acelerar a ação de despejo da instituição financeira, que está em processo de liquidação extrajudicial. A Watson Brickell, dona do 830 Brickell Plaza, entrou com um pedido na Justiça norte-americana para acelerar a análise de um acordo firmado com a liquidante do Master, a EFB Regimes Especiais.

O Master alugava todo o 44º andar e metade do 45º do edifício. Assinado em julho de 2024, o contrato previa pagamentos mensais de US$ 423 mil (cerca de R$ 2 milhões).

A locação foi suspensa após o Master deixar de realizar os pagamentos, em setembro do ano passado. Além do aluguel, o Master fez um depósito caução de US$ 3,6 milhões, usado para recompor os pagamentos em caso de inadimplência.

Procurada, a defesa do ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, afirmou que não iria se manifestar sobre o despejo.

Após a Justiça dos EUA reconhecer os efeitos da liquidação do banco naquele país, o despejo do Master ficou travado como parte do processo. As salas já haviam sido esvaziadas.

Segundo a Watson Brickell, porém, nas últimas semanas, sugiram dois clientes interessados em alugar os espaços. O liquidante e a imobiliária, então, chegaram a um acordo sobre a locação.

Agora, as partes querem que o Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida marque uma audiência emergencial, até quarta-feira, 29, para analisar o entendimento e prosseguir com o despejo.

Na petição divulgada nesta quarta-feira, os advogados alegam que, sem uma decisão favorável, haveria um “risco significativo” de que os potenciais locatários desistam do negócio.

“A Watson Brickell acredita que, se conseguir obter a medida solicitada até 29 de abril de 2026, o risco de que os potenciais inquilinos desistam será substancialmente reduzido”, diz a peça.

Um dos endereços corporativos mais caros de Miami, o edifício de 57 andares fica no coração financeiro da cidade e abriga escritórios de grandes empresas, como Microsoft e a gestora Citadel. O arranha-céu envidraçado também tem um restaurante exclusivo com vista panorâmica.

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Estadão

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