Estudo sugere que mosquitos podem associar repelente à presença de alimento
Pesquisa aponta que a experiência dos insetos pode influenciar a forma como eles reagem ao repelente

Um estudo recente sugere que mosquitos podem aprender a associar o repelente DEET à presença de alimento, alterando a forma como reagem ao produto químico.
O DEET é considerado um dos repelentes mais eficazes contra picadas de mosquito e é amplamente utilizado para proteção contra doenças como dengue, zika, malária e encefalite japonesa.
Segundo os pesquisadores, a experiência prévia dos insetos pode influenciar seu comportamento. A situação foi comparada ao famoso experimento dos cães de Pavlov, que aprenderam a relacionar um estímulo à chegada de comida.
Durante os testes, os cientistas observaram que cerca de 60% dos mosquitos que conseguiram se alimentar de sangue enquanto estavam expostos ao DEET voltaram a demonstrar interesse pelo odor do repelente posteriormente.
Entre os mosquitos que não passaram por essa experiência, apenas 17% apresentaram comportamento semelhante.
Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Experimental Biology e indicam que a aprendizagem pode influenciar a resposta dos insetos a determinados estímulos químicos.
Apesar da descoberta, os próprios pesquisadores ressaltam que o estudo não significa que o DEET deixou de funcionar.
Especialistas reforçam que o repelente continua sendo uma das formas mais eficazes de proteção contra mosquitos, principalmente quando utilizado corretamente e reaplicado conforme as orientações do fabricante.
Segundo os autores, o fenômeno observado ocorreu em condições específicas de laboratório e não representa uma perda de eficácia do produto em situações normais de uso.
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