Fábricas viabilizadas pelo Paraná Competitivo em 2023 adicionam R$ 1,5 bilhão ao PIB
Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr

Investimentos em novas fábricas que foram viabilizados pelo Programa Paraná Competitivo em 2023 têm o potencial de adicionar R$ 1,56 bilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) anual do Estado. O dado foi revelado por um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que analisou os impactos socioeconômicos gerados a partir das 31 empresas que aderiram ao programa no ano passado. O levantamento destaca que o Paraná Competitivo, coordenado pela Invest Paraná em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), tem se consolidado como uma ferramenta eficaz na atração de investimentos no Estado. De acordo com a análise do Ipardes, os incentivos fiscais oferecidos têm obtido bons resultados ao angariar e manter empresas no Paraná, além de promover crescimento econômico e gerar empregos.

Eduardo Bekin, diretor-presidente da Invest Paraná, ressaltou a importância do estudo, destacando que os ganhos econômicos resultantes podem transformar realidades regionais. “Este governo tem priorizado investimentos, especialmente no interior do Estado. A análise mostra que estamos impactando positivamente os municípios, com empregabilidade e elevação da renda média”, diz em entrevista à AEN. O impacto no mercado de trabalho paranaense, gerado a partir destes investimentos em unidades fabris, é significativo, com a criação de 16.433 novas ocupações formais e informais. A remuneração média nos novos postos de trabalho é de R$ 4.384 mensais, cifra que supera a média salarial do Estado, de R$ 3.246 por mês.

O maior número de empregos tem outra consequência favorável: um crescimento de R$ 864,5 milhões na massa anual de salários. Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o estudo demonstra que os retornos socioeconômicos, traduzidos em ganhos de bem-estar para a população paranaense, não são produzidos apenas pelas empresas que receberam os benefícios, mas estendem-se inclusive a outras empresas que integram a cadeia. “O estudo apresenta tanto os impactos diretos quanto os indiretos, exibindo os desdobramentos socioeconômicos de maneira ampla”, afirma o diretor-presidente do Ipardes.

Em termos de arrecadação, o estudo prevê um incremento de R$ 864,64 milhões anuais no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Paraná. Os setores de Bebidas, Fumo, Produtos de Limpeza, Perfumaria, Farmoquímicos e Farmacêuticos são os principais contribuintes para esse aumento. O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, diz que a análise demonstra a eficácia dos incentivos em fortalecer a base econômica do Estado. “Os resultados do estudo do Ipardes demonstram o impacto significativo e abrangente do Programa Paraná Competitivo na economia do Estado. Ele evidencia o sucesso de políticas voltadas à atração e manutenção de investimentos e à geração de emprego e renda para a população paranaense”, frisa. Com informações da AEN.