Grande Londrina nega greve após anúncio de corte em subsídios do transporte coletivo
Empresa afirma que salários de setembro serão pagos normalmente; CMTU prevê reduzir repasses às concessionárias e rever operação de linhas com baixa ocupação

A Grande Londrina informou nesta quinta-feira (1º) que continuará cumprindo as obrigações trabalhistas e que os salários referentes a setembro estão assegurados aos colaboradores. A empresa também negou informações que circulam nas redes sociais e em aplicativos de mensagens sobre uma possível greve motivada por atraso salarial e reforçou que os ônibus seguem operando normalmente em todas as linhas.
A manifestação ocorre após a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) anunciar, na quarta-feira (30), a intenção de limitar a R$ 50 milhões o subsídio destinado às empresas de transporte coletivo a partir de 2027. A medida faz parte do plano de contingenciamento da Prefeitura diante de um déficit superior a R$ 200 milhões previsto para 2026. Para este ano, o município estimava repassar cerca de R$ 170 milhões às concessionárias, mas a projeção atual é de aproximadamente R$ 120 milhões. Segundo a administração, R$ 21,6 milhões deixaram de ser repassados entre 2 de agosto e 19 de setembro.
Para reduzir custos, a CMTU pretende rever a operação de 25 linhas consideradas de baixa ocupação, sem extinguir itinerários ou aumentar a tarifa, atualmente em R$ 6,25. A proposta prevê ajustes no número de viagens e nos intervalos conforme a demanda. De acordo com a companhia, essas linhas acumularam prejuízo estimado em R$ 75 milhões em 2026. A CMTU também afirma que os salários dos motoristas não serão afetados pelas mudanças.