Peixe de água doce pode viver mais de 400 anos, aponta novo estudo
O esturjão-do-lago, peixe encontrado na região dos Grandes Lagos, entre Estados Unidos e Canadá, pode alcançar mais de 400 anos de vida. A descoberta surgiu após pesquisadores acompanharem milhares de exemplares durante 44 anos.

Um novo estudo indica que o esturjão-do-lago (Acipenser fulvescens) pode viver muito mais do que os cientistas estimavam anteriormente. Encontrado principalmente na região dos Grandes Lagos, entre Estados Unidos e Canadá, o peixe pode alcançar uma longevidade superior a quatro séculos.
A pesquisa, publicada na revista científica Journal of Fish Biology, utilizou dados coletados durante 44 anos. Milhares de peixes foram capturados, medidos, identificados e devolvidos à natureza. Quando recapturados, novas medições permitiram aos pesquisadores acompanhar o ritmo de crescimento dos animais ao longo das décadas.
Até então, a idade do esturjão era calculada principalmente pela análise de anéis de crescimento presentes no espinho da nadadeira peitoral. Os pesquisadores descobriram, porém, que em animais muito antigos parte desse tecido pode ser reabsorvida, fazendo com que alguns anéis desapareçam e a idade seja subestimada.
Com modelos matemáticos baseados nos dados de crescimento, os pesquisadores estimaram que machos com cerca de 1,60 metro podem ter entre 90 e 279 anos. Entre as fêmeas, que podem atingir aproximadamente 1,80 metro, as estimativas chegaram a variar entre 99 e impressionantes 427 anos.
Os próprios cientistas destacam que as estimativas ainda precisam ser confirmadas por novos estudos. Caso a longevidade seja comprovada, o esturjão-do-lago poderá se aproximar do tubarão-da-Groenlândia entre os peixes mais longevos conhecidos pela ciência.
Com informações do Journal of Fish Biology.
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