PF prende vereador do Rio de Janeiro em Londrina durante operação contra o Comando Vermelho

Investigação apura suspeita de exploração ilegal de serviços de internet em comunidades fluminenses; operação prevê bloqueio de R$ 558 milhões em bens e valores ligados ao esquema.

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Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (19), a Operação Backbone, que investiga um esquema de exploração de serviços de internet associado ao Comando Vermelho em comunidades do Rio de Janeiro. Um dos mandados foi cumprido em Londrina, onde o vereador carioca Fabio Silva, do Podemos, foi preso. As informações foram divulgadas pelo jornal Gazeta do Povo.

Segundo a publicação, o parlamentar estava em Londrina com a esposa e o filho para participar do casamento de um conhecido. A prisão ocorreu no âmbito da investigação que apura a participação de integrantes da facção e de outros envolvidos na exploração de serviços de telecomunicações em áreas dominadas pelo grupo criminoso.

Ao todo, a operação prevê o cumprimento de 47 mandados judiciais, sendo 23 de prisão e 24 de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e alcançam municípios como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé, além de Londrina, no Paraná.

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava empresas provedoras para impor o controle do fornecimento de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. A apuração aponta que moradores seriam pressionados a contratar os serviços e que operadoras concorrentes sofreriam intimidações para pagar valores exigidos pela organização criminosa.

As investigações também indicam que cabos de internet eram cortados e caixas de distribuição de empresas concorrentes, incendiadas, dificultando a manutenção dos serviços. Conforme a PF, os recursos obtidos com o esquema seriam utilizados para financiar outras atividades criminosas e lavar dinheiro por meio das empresas envolvidas.
A operação também inclui um mandado de prisão contra Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que já está preso. Conforme as informações divulgadas sobre a ação, a mãe e o irmão do rapper Oruam também estão entre os alvos presos.

Além das prisões e das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 558 milhões em bens e valores relacionados aos investigados. Também foi determinada a suspensão das atividades das empresas investigadas, e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá adotar medidas para cassar as autorizações dos provedores envolvidos.

Os investigados poderão responder por crimes como extorsão, lavagem de dinheiro, interrupção de serviços de telecomunicações e exploração clandestina de atividade de telecomunicações, entre outras possíveis infrações. As apurações buscam esclarecer a participação de cada suspeito e a extensão do esquema.
Com informações da Polícia Federal
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Redação Paiquerê FM News

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