Tecpar apoia tecnologia para tratamento de feridas complexas e biossegurança no agronegócio
Startup incubada desenvolve solução com luz especial para auxiliar na cicatrização de lesões e projeto voltado à segurança dos alimentos

O Instituto de Tecnologia do Paraná apoia um projeto inovador voltado à melhoria da qualidade de vida de pacientes que tratam feridas complexas. A iniciativa é desenvolvida pela M2D1, startup de base científica que atua em tecnologias para biossegurança, segurança dos alimentos e saúde. A solução, chamada BST22, busca auxiliar no tratamento e no monitoramento de lesões complexas infectadas por biofilmes. O biofilme é uma película formada por microrganismos, como bactérias e fungos, que se agrupam sobre a lesão e dificultam a cicatrização. Ele está presente na maioria das feridas crônicas e é uma das principais causas de resistência a antibióticos e antimicrobianos.
Segundo a empresa, a tecnologia utiliza uma luz especial para ajudar no controle dos microrganismos presentes em feridas infectadas, criando condições mais favoráveis à recuperação do paciente. A proposta tem potencial para reduzir internações prolongadas, complicações clínicas, amputações e o uso excessivo de antimicrobianos, especialmente em pacientes com diabetes, doenças vasculares e outras condições que prejudicam a cicatrização.
O projeto também prevê o uso de recursos digitais e inteligência artificial para acompanhar a evolução das feridas ao longo do tratamento. Com isso, profissionais de saúde poderão monitorar imagens, dados clínicos e informações sobre a recuperação dos pacientes de forma mais precisa. Além da área da saúde, a M2D1 também desenvolve, com apoio do Tecpar, a tecnologia FS22, voltada ao agronegócio e à indústria de alimentos. A solução tem como objetivo aumentar a biossegurança e reduzir riscos de contaminação microbiológica em etapas como armazenamento, transporte e processamento de alimentos, contribuindo para diminuir perdas e preservar a qualidade dos produtos.
De acordo com o Tecpar, o apoio oferecido pela incubadora tecnológica fortalece a maturação das soluções, amplia a rede de colaboração e acelera o caminho entre pesquisa, validação e mercado. A proposta é estimular empresas de base científica e transformar pesquisas inovadoras em negócios sólidos, com impacto nas áreas de saúde, biotecnologia, biossegurança, inteligência artificial e sustentabilidade.
EDITAL ABERTO – A Intec segue com edital aberto para novos ingressos de empresas ou startups no seu programa de incubação. O objetivo é selecionar empresas de base tecnológica que tenham propostas de produtos, serviços ou modelos de negócio inovadores. Para se candidatar a uma vaga, os participantes precisam demonstrar inovação em seu projeto, conforme critérios que serão avaliados por uma banca examinadora. O edital pode ser consultado AQUI.
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