Tubarão encontrado na Antártida surpreende cientistas com capacidade de sobreviver ao frio extremo

Pesquisadores registraram pela primeira vez um tubarão-dorminhoco em águas da Antártida. A espécie possui adaptações biológicas que permitem sobreviver em temperaturas próximas do congelamento e pode viver por centenas de anos.

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Reprodução / Foto; banco de imagens

Cientistas fizeram um registro inédito ao encontrar um tubarão-dorminhoco nadando nas águas geladas da Antártida, uma região onde, até então, acreditava-se que tubarões não conseguiam sobreviver.

A espécie é conhecida por seu metabolismo extremamente lento, que ajuda a economizar energia e favorece uma vida muito longa. Alguns tubarões-dorminhocos podem viver mais de 400 anos, tornando-se um dos vertebrados mais longevos do planeta.

Outro diferencial está na composição do organismo desses animais. Seus tecidos possuem altas concentrações de substâncias que protegem as proteínas do corpo e permitem que continuem funcionando mesmo em águas próximas do congelamento, garantindo a sobrevivência em ambientes polares.

Os pesquisadores ainda não sabem se o avistamento foi um caso isolado ou se existem outros tubarões vivendo na região. A descoberta reforça que os oceanos ainda escondem muitos mistérios e abre caminho para novas pesquisas sobre a vida marinha na Antártida.

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