Borboletas que vivem até 25 vezes mais podem ajudar cientistas a entender o envelhecimento
Pesquisadores descobriram que uma espécie de borboleta tropical envelhece muito mais lentamente do que outras. A descoberta pode contribuir para estudos sobre longevidade e os mecanismos biológicos do envelhecimento humano.

Um estudo conduzido pela Universidade de Bristol, na Inglaterra, revelou que borboletas da tribo Heliconius podem viver até 25 vezes mais do que espécies aparentadas, despertando o interesse de cientistas que pesquisam o envelhecimento.
Enquanto a maioria das borboletas adultas vive apenas algumas semanas, exemplares da espécie Heliconius hewitsoni chegaram a viver até 348 dias. Já uma espécie próxima, a Dione juno, sobreviveu apenas 14 dias nas mesmas condições de monitoramento.
Durante a pesquisa, os cientistas também avaliaram a capacidade física dos insetos por meio de um teste de força de aderência. O resultado mostrou que as borboletas mais velhas da espécie Heliconius hecale mantiveram praticamente a mesma força dos indivíduos jovens, diferentemente das espécies de vida curta, que apresentaram perda significativa de desempenho com o passar do tempo.
Durante muitos anos, acreditava-se que a longa vida dessas borboletas estivesse relacionada ao consumo de pólen, alimento rico em proteínas. No entanto, os pesquisadores retiraram o pólen da dieta dos insetos em laboratório e observaram que eles continuaram vivendo muito mais do que as demais espécies.
A conclusão indica que a longevidade dessas borboletas está ligada a adaptações genéticas capazes de retardar o envelhecimento, e não apenas à alimentação.
Segundo os autores do estudo, compreender esse mecanismo pode ajudar a ciência a desvendar processos relacionados ao envelhecimento humano e abrir caminho para futuras pesquisas sobre longevidade e qualidade de vida.
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