Câmara de Cambé aprova inclusão do Banco Vermelho nas ações do Agosto Lilás
Projeto prevê a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos com mensagens de conscientização e informações sobre canais de denúncia de violência contra a mulher

A Câmara Municipal de Cambé aprovou, em primeiro turno, o projeto de lei que prevê a inclusão do Projeto Banco Vermelho nas ações do Agosto Lilás, campanha de conscientização e prevenção à violência contra a mulher. A votação ocorreu durante a 28ª sessão ordinária, realizada na noite desta segunda-feira (14).
De autoria da vereadora Patrícia da Farmácia (PL), o projeto de lei 33/2026 modifica a legislação municipal que criou o Agosto Lilás em Cambé, em setembro de 2025.
A proposta autoriza a instalação de bancos pintados de vermelho em locais públicos do município. Além da cor, os bancos poderão conter mensagens de conscientização sobre violência contra a mulher e feminicídio, acompanhadas de informações sobre serviços de apoio e canais oficiais de denúncia, como o Ligue 180.
Segundo Patrícia da Farmácia, a ideia é transformar um elemento comum das áreas públicas em uma ferramenta de conscientização. Para a vereadora, o banco deve ajudar a manter o tema da violência contra a mulher presente no cotidiano da população.
Durante a discussão, outros parlamentares também defenderam a iniciativa. Ellen Affonso (União) afirmou que ações aparentemente simples podem servir como alerta para mulheres que estejam enfrentando situações de violência.
O vereador Gallego (União) ressaltou o papel das campanhas de conscientização diante dos casos de violência contra a mulher. Já Viviani Vallarini (PSD), integrante da Procuradoria da Mulher da Câmara, destacou que o enfrentamento do problema deve envolver toda a comunidade, e não apenas as vítimas.
Dr. Fernando Lima (União) defendeu que o debate sobre violência seja acompanhado de medidas práticas. Na avaliação do parlamentar, é necessário transformar a discussão em ações que possam contribuir para a prevenção e o atendimento das vítimas.
O presidente da Câmara, Odair Paviani (PL), relacionou o projeto a uma iniciativa recente da Secretaria Municipal de Educação, que lançou um protocolo para orientar o atendimento de situações envolvendo violência.
Segundo ele, as escolas podem ter papel importante na identificação de casos que ocorrem dentro das famílias, já que crianças e adolescentes podem levar relatos ou sinais dessas situações para o ambiente escolar.
O projeto aprovado em primeira discussão ainda precisa passar pelas próximas etapas de votação antes de se tornar lei.
