Estudo aponta que idosos podem ter menor oxigenação durante exercícios

Pesquisa brasileira identificou diferenças no uso de oxigênio pelo cérebro e pelos músculos de idosos durante caminhada moderada, além de recuperação mais lenta após o esforço.

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Foto: Banco de Imagens (Imagem Ilustrativa)

Um estudo brasileiro identificou que idosos podem apresentar menor oxigenação cerebral e muscular durante a prática de exercícios físicos. A pesquisa foi realizada por cientistas da Unicamp e da Unesp e publicada no Translational Journal of the American College of Sports Medicine.

O trabalho avaliou 40 pessoas fisicamente ativas, sendo 20 jovens e 20 idosos. Todos caminharam por 10 minutos em uma esteira, enquanto sensores acompanharam a oxigenação do cérebro e de músculos da coxa e do braço.

Nos participantes mais jovens, houve aumento progressivo da oxigenação cerebral durante o exercício. Entre os idosos, essa resposta foi menor. Também foram observadas diferenças no aproveitamento do oxigênio pelos músculos e na produção de lactato, substância ligada à geração de energia durante o esforço.

Os pesquisadores também identificaram recuperação mais lenta da oxigenação cerebral entre os idosos após a atividade.

Os resultados reforçam a importância da prática regular de exercícios ao longo do envelhecimento. Atividades aeróbicas, de força e resistência podem contribuir para preservar músculos, ossos e condicionamento físico, sempre respeitando as condições e necessidades de cada pessoa.

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