Fósseis marinhos encontrados no Monte Everest comprovam um grande dilúvio? Entenda

Fósseis marinhos encontrados em rochas do Monte Everest voltaram a alimentar discussões sobre um possível dilúvio. A explicação científica, porém, está ligada ao movimento das placas tectônicas, que elevou antigas rochas formadas no fundo do mar até a região do atual Himalaia.

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Reprodução / Foto: banco de imagens

A presença de fósseis marinhos no Monte Everest voltou a chamar atenção nas redes sociais após ser relacionada a relatos religiosos sobre um grande dilúvio. O argumento é que, se existem vestígios de organismos marinhos na montanha mais alta do planeta, aquela região teria estado coberta pelo oceano em algum momento.

De fato, as rochas que atualmente formam partes do Everest estiveram sob o mar. Isso, porém, aconteceu muito antes de a montanha atingir sua configuração atual.

A explicação está na formação do Himalaia. Há dezenas de milhões de anos, o movimento e a colisão das placas tectônicas Indiana e Eurasiática começaram a elevar sedimentos e rochas que haviam se formado em um antigo ambiente marinho.

Com esse processo geológico, materiais contendo fósseis de organismos marinhos foram empurrados para altitudes cada vez maiores. O fenômeno continua ocorrendo lentamente e faz parte da dinâmica geológica responsável pela formação da cadeia do Himalaia.

Por isso, a existência desses fósseis não é considerada pela ciência uma comprovação de que um dilúvio global tenha coberto o atual Monte Everest. Ela representa uma evidência das grandes transformações geológicas sofridas pela superfície terrestre ao longo de milhões de anos.

Relatos sobre grandes inundações aparecem em diferentes tradições antigas, incluindo textos bíblicos e narrativas de outras civilizações. A presença dos fósseis no Everest, entretanto, possui uma explicação geológica associada à tectônica de placas.

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