Gaeco denuncia trio por corrupção e desvio de conduta em delegacia no Norte Pioneiro

Operação Fim da Trilha, conduzida pelo Ministério Público do Paraná, aponta esquema envolvendo cobrança de propina para liberação de provas e posse ilegal de armamento.

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Foto: Yara FM

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por intermédio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), protocolou nesta semana duas denúncias criminais contra três investigados. As acusações são desdobramentos da Operação Fim da Trilha, que examina indícios de corrupção e desvios funcionais atribuídos a um agente lotado na 39ª Delegacia Regional de Polícia Civil, localizada no município de Bandeirantes.

A apuração teve início após o recebimento de dados e relatórios encaminhados pelo 18º Batalhão da Polícia Militar. Com base nessas informações iniciais, o Gaeco aprofundou as diligências e identificou indícios de que o policial civil investigado teria utilizado serviços de profissionais da advocacia como intermediários para viabilizar a cobrança e o recebimento de vantagens financeiras ilícitas.

Entre as situações detalhadas pela promotoria, destaca-se um episódio em que o servidor teria exigido e recebido a quantia de R$ 10 mil. O montante serviría como pagamento para conceder a um advogado acesso irrestrito a um telefone celular que estava apreendido e sob custódia da estrutura policial.

O objetivo da transação irregular, conforme apontam as investigações, seria facilitar a eliminação de registros e conteúdos digitais armazenados no dispositivo que possuíam relevância probatória para investigações em andamento. Além desse caso, o inquérito também levantou suspeitas de infrações ligadas à legislação de controle de armas.

Durante a execução de mandados de busca e apreensão cumpridos em abril nas cidades de Bandeirantes e Cambará, os agentes encontraram armamento e munições armazenados de forma irregular dentro da própria unidade policial. No local, foram apreendidos um revólver e dezenas de munições de calibres variados, englobando tanto materiais de uso permitido quanto de uso restrito.

Na formalização das denúncias, os três alvos da investigação foram formalmente acusados de corrupção passiva, corrupção ativa, além de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ou porte ilegal de arma de uso restrito, com imputações individualizadas conforme o grau de participação de cada envolvido.

Além de buscar sanções penais, o MPPR solicitou à Justiça a decretação da perda da função pública do servidor policial em caso de condenação definitiva. O órgão também requereu a restituição dos valores obtidos de forma criminosa e a condenação ao pagamento de R$ 100 mil a título de danos morais coletivos, montante que deverá ser revertido para os cofres públicos do Estado do Paraná.

O material acusatório agora segue para análise do Poder Judiciário, onde passará pelo crivo dos magistrados. Vale ressaltar que os apontamentos do Ministério Público configuram acusações formais, sendo garantido aos investigados o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório durante todas as fases do processo legal.

Com informações do Portal Curiúva

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Redação Paiquerê FM News

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