Hotel de 1855 ligado à luta pelos direitos civis é salvo após décadas de abandono nos EUA

O histórico Edistone Hotel, em Selma, no Alabama, foi adquirido por uma organização sem fins lucrativos para evitar sua destruição. Construído em 1855, o edifício atravessou diferentes períodos da história dos Estados Unidos e chegou a servir como abrigo seguro para ativistas negros durante a luta pelos direitos civis.

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Reprodução: Banco de imagens

Um edifício com mais de 170 anos de história está sendo preservado em Selma, no estado do Alabama, nos Estados Unidos. O Edistone Hotel, construído em 1855, foi adquirido por uma organização sem fins lucrativos depois de enfrentar décadas de abandono e sofrer danos provocados por um tornado em 2023.

Localizado na Water Avenue, a poucos quarteirões da ponte Edmund Pettus, o prédio é considerado um importante testemunho das transformações sociais ocorridas na cidade desde o período da escravidão até o movimento pelos direitos civis.

Durante o século XIX, a região onde está localizado o edifício presenciou leilões de pessoas escravizadas. Posteriormente, o local abrigou um escritório do Freedmen’s Bureau, agência criada pelo governo norte-americano para prestar assistência a pessoas anteriormente escravizadas após a Guerra Civil.

Décadas mais tarde, nos anos 1960, o edifício passou a desempenhar outro papel importante: tornou-se um local seguro para ativistas negros envolvidos na luta pelos direitos civis.

A localização também reforça seu valor histórico. A poucos quarteirões está a ponte Edmund Pettus, cenário do chamado Domingo Sangrento, em 1965, quando manifestantes que reivindicavam direitos eleitorais foram violentamente reprimidos pela polícia.

Diante da deterioração do prédio, o Conservation Fund, por meio da iniciativa Legacy Places, adquiriu o imóvel para impedir sua perda definitiva. A intenção inicial é estabilizar a estrutura antes de definir quem ficará responsável pela preservação do local no longo prazo.

Os responsáveis pelo projeto também defendem que o edifício volte a ter uma função prática para a comunidade. Entre as possibilidades discutidas estão a criação de espaços comerciais, mercado ou escritórios compartilhados, mantendo ao mesmo tempo a memória histórica do imóvel.

Os primeiros trabalhos de limpeza e estabilização da estrutura já começaram. A iniciativa busca preservar não apenas a construção, mas também as histórias das pessoas que participaram de acontecimentos fundamentais para a luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.

Com informações do Aventuras na História e The Art Newspaper.

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