Itália libera milhares de filhotes de polvos para combater invasão de siris-azuis

Pesquisadores italianos estão utilizando filhotes de polvos-comuns como predadores naturais para tentar controlar a população de siris-azuis na região da Emília-Romanha. Cerca de 80 mil polvos já foram liberados, enquanto os crustáceos invasores provocam prejuízos à pesca e à produção de mariscos.

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Reprodução: Banco de imagens

Uma estratégia envolvendo milhares de filhotes de polvos está sendo testada na Itália para combater a proliferação de siris-azuis (Callinectes sapidus), espécie invasora que vem causando prejuízos à atividade pesqueira. A iniciativa acontece nas águas da Emília-Romanha e é conduzida por pesquisadores da Universidade de Bolonha.

Desde o início da ação, no ano passado, aproximadamente 80 mil filhotes de polvos-comuns já foram liberados. A expectativa é chegar a cerca de 160 mil animais até o final de agosto. A escolha dos polvos ocorre porque eles são predadores naturais de crustáceos e podem ajudar a reduzir a quantidade de siris-azuis.

Originários da América do Norte, os siris-azuis chegaram ao Mediterrâneo há décadas. Nos últimos anos, porém, a população aumentou significativamente. Entre os fatores apontados estão o aquecimento das águas e a falta de predadores naturais suficientes para controlar a espécie.

O avanço dos crustáceos preocupa especialmente o setor pesqueiro. Com suas garras fortes e afiadas, os siris conseguem abrir conchas e se alimentar de mariscos, provocando impactos na pesca e nos cultivos mantidos por produtores da região.

A iniciativa de soltura dos polvos recebe financiamento da região da Emília-Romanha e busca utilizar a própria relação entre predadores e presas para ajudar no controle da espécie invasora.

Apesar da expectativa, os pesquisadores reconhecem limitações. Os siris-azuis costumam ocupar áreas quentes, rasas e arenosas, enquanto os polvos preferem outros tipos de habitat. Essa diferença pode reduzir a eficiência da estratégia.

Por isso, os cientistas também estudam outras possibilidades de controle biológico. Entre os animais considerados estão enguias e robalos, que também poderiam atuar como predadores dos crustáceos invasores.

A experiência italiana busca encontrar uma maneira de reduzir os impactos ambientais e econômicos provocados pelo siri-azul, ao mesmo tempo em que pesquisadores acompanham os resultados da introdução dos novos predadores.

Com informações do Metrópoles.

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