Interpol Coloca Recursos Internacionais à Disposição nas Buscas por Irmãos Desaparecidos no Maranhão

Apoio global abre novas frentes de investigação para localizar Ágatha e Allan, que sumiram há oito meses em Bacabal, mas PF ressalta que não há confirmação de paradeiro no exterior.

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

A investigação sobre o paradeiro dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, ganhou um reforço de peso internacional. A Interpol ofereceu suporte tático e tecnológico para auxiliar nas buscas pelas crianças, que desapareceram há oito meses na zona rural do município de Bacabal, no interior do Maranhão.

Com a iniciativa, a organização internacional disponibiliza uma rede de cooperação presente em 197 países. As ferramentas podem ser acionadas para cruzamento de dados globais e facilitação de eventuais processos de repatriação, caso surjam indícios de que os irmãos tenham sido levados para fora do território nacional.

Nesta quarta-feira (9), a mãe das crianças, Clarice Cardoso, tem uma reunião agendada na sede da Polícia Federal, em São Luís. O encontro com o Núcleo de Cooperação Internacional visa detalhar como os mecanismos do organismo global serão integrados ao trabalho de campo e de inteligência.

Apesar da entrada do órgão internacional, as autoridades e a defesa da família ressaltam que a medida é um protocolo de apoio preventivo e logístico. A mobilização da Interpol não significa que as crianças foram localizadas ou que já exista uma confirmação de que estejam em solo estrangeiro.

A defesa da família, conduzida pela advogada Nathaly Moraes, vinha defendendo a atuação da Polícia Federal desde o início do caso. A principal hipótese levantada pelos representantes da mãe é a de que os irmãos possam ter sido vítimas de uma rede de tráfico humano, o que justificaria o suporte federal e internacional.

Paralelamente, o Consulado Brasileiro nos Estados Unidos acompanha a identificação de 163 menores resgatados em uma operação recente em solo americano. Até o momento, no entanto, não há qualquer ligação confirmada entre esse resgate e os irmãos maranhenses, e os procedimentos de apuração seguem em andamento.

O desaparecimento de Ágatha e Allan ocorreu em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, localizada a cerca de 250 quilômetros da capital São Luís. No mesmo dia, um primo das crianças, de 8 anos, também sumiu no local, mas foi resgatado com vida três dias depois.

O episódio mobilizou uma das maiores operações de busca da região, reunindo mais de duas mil pessoas, entre agentes de segurança pública, bombeiros, cães farejadores e voluntários da comunidade local. Apesar do grande aparato mobilizado nos primeiros meses, nenhuma pista concreta sobre o paradeiro dos irmãos foi encontrada.

Em maio deste ano, uma comitiva de parlamentares do Congresso Nacional esteve na comunidade para acompanhar os desdobramentos das apurações. A visita fez parte dos trabalhos da Comissão Externa sobre Prevenção e Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil, que colheu depoimentos de familiares e autoridades regionais.

Mesmo sem respostas definitivas após oito meses de angústia, a mãe das crianças reafirma a determinação em manter as buscas ativas. Clarice Cardoso destaca que mantém a fé no reencontro com os filhos e que o apoio das instituições renova as forças para continuar cobrando agilidade no caso.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) reiterou que as forças estaduais continuam trabalhando de forma ininterrupta na apuração. O órgão ressaltou que os detalhes do inquérito são mantidos sob segredo de Justiça para preservar a eficácia das diligências.

As autoridades policiais também emitiram alertas sobre o impacto negativo de conteúdos falsos que circulam em redes sociais. Rumores sem fundamentação sobre supostos confrontos ou teorias não checadas sobre o destino das crianças têm prejudicado o andamento das investigações e aumentado o desgaste emocional dos familiares.

A SSP-MA reforça que qualquer informação confiável que ajude a localizar Ágatha e Allan deve ser repassada de forma anônima. Os canais oficiais à disposição da população são o telefone 190, da Polícia Militar, e o número 181, do Disque-Denúncia.

Com a entrada da Polícia Federal e o suporte da Interpol, a expectativa é de que novas rotas de checagem sejam abertas para esclarecer o mistério que envolve o caso em Bacabal. As autoridades seguem processando denúncias e dados em busca de uma solução definitiva para a família.

Com informações do G1

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Redação Paiquerê FM News

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